“Fugi da prostituição. Todo o pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o que se prostitui peca contra o seupróprio corpo” 1 Co 6.18
Introdução
A sexualidade humana está sendo esticada até o seu limite. Em todas as áreas de nossa convivência permeia um conceito de liberalismo que tem sido extremamente danoso para as nossas mentes. Muito além de um problema restrito à mocidade (ainda que nela possam ser sentidos os seus efeitos mais danosos1) ou aos homens, os desvios de conduta sexual têm afetado adultos, adolescentes, crianças, enfim toda a família.
É de se espantar, portanto, a imensa dificuldade que enfrentamos hoje ao tratarmos sobre a pornografia e suas consequências dentro e fora das Igrejas. Falta um diálogo franco e aberto. Aliás, os pecados sexuais, em geral, são cobertos de uma nuvem de vergonha, que os tornam em verdadeiro tabu. É mais fácil ao penitente confessar pecados como mentiras, furtos, glutonaria do que adultério, fornicação e vícios em pornografia.
É louvável que a Mocidade dessa Igreja e seu Ministério tenham atendido ao chamado do Espírito Santo para lidar e expor essa crise que está afetando profundamente o seio da Igreja. Falar de sexo e não falar em pornografia é impossível, negar-se a entender seu conceito é, no mínimo, temerário. Sexo foi criado por Deus e não o foi de qualquer jeito, mas, antes, foi planejado para complementar a união sagrada entre o homem e a mulher. Possui o poder para gerar vida e para destruir.
A imoralidade sexual está presente na história da humanidade desde o momento da queda, atingindo seu ápice em Sodoma e Gomorra, acompanhando o nosso progresso tecnológico e cultural. Antes, o acesso a materiais pornográfico era muito, mas muito limitado. Para satisfazer os seus ímpetos, era necessário deslocar-se, ir fisicamente a determinados locais (zonas de prostituição, por exemplo). As imagens erotizantes não eram disseminadas ou de fácil acesso, ainda que presentes em determinados locais. Os seus registros mais antigos na cultura ocidental remontam a história da civilização grega e do Império Romano e os cultos aos deuses Dionísio e Afrodite.
Atualmente, porém, as oportunidades para alimentar esse apetite insaciável tornaram-se quase inesgotáveis: revistas, internet, emissoras de TV aberta e por assinatura etc. Desde programas com conteúdo explicitamente sexual até os de aparência mais inocentes, muitos são voltados para a satisfação do desejo da carne.
Pr. Dáfnis Gomes da Silva
(pr.dafnis@live.com)
Pr. Dáfnis Gomes da Silva foi palestrante no Evento “K Entre Nós” realizado pela União de Mocidade da Assembléia de Deus do Farol, em 28 de junho de 2009. Material de estudo foi gentilmente cedido pelo palestrante a coordenação da UMADF e encontra-se disponível por meio do link Pornocultura Moderna
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